Um, dois, um, dois.
Montanha de gente que galgo,
palpitante de solidão...
Parece que tudo se encaminha já para lado nenhum.
O tal despropósito geral das minhas capacidades.
A tal rudeza do objecto, limalha de engrenagem espalhando-se ao vento.
Inércia móvel.
Presenças desfalecidas - eclipse.
Na antemanhã da proposta, a entrega do subconsciente ao prenúncio agastante.
Terror de não haver como tornear o que foi e é labirinto.
Deserto espelhando o quente difuso dos grãos que é preciso arrastar a cada passo.
Oásis esfumando-se à distância que vai de ser a estar.
A mudança é triste.
Perde-se.
Difícil, difícil... tão difícil...
Adjectivos exauridos
e um desnível na energia.
A vontade invertida à falta de escoamento.
Grande piscina suspensa,
intramarés turbulentas
extraditadas de fora dela.
O riacho é um entretanto,
lapso na humidade
molhado de ervas,
sonhos, emoções...
Pessoa e silêncio.
Um ...